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Dica de Eficiência Energética

18/08/2011

Análise dos Requisitos Mínimos Necessários para Medição da Qualidade da Energia em Atendimento aos Procedimentos de Distribuição (PRODIST), por Tatiano Busatto.

O artigo a seguir foi apresentado na CBQEE 2011, com ótima recepção por parte dos participantes. Dividido em 3 partes, neste Power News é publicado o resumo e a introdução do artigo. Fique atento, leia os próximos News a continuação.

Resumo – A recente regulamentação dos aspectos relacionados a qualidade da energia elétrica, previsto nos Procedimentos de Distribuição – PRODIST, Módulo-8, obriga concessionárias de energia e demais orgãos do setor monitorarem novos parâmetros de tensão. Este artigo apresenta uma análise individual de cada parâmetro, destacando aspectos que devem ser considerados na medição, incluindo requisitos técnicos mínimos necessários, metodologia de medição e exatidão que os equipamentos de medição devem cumprir em atendimento ao PRODIST. Por fim inclui-se uma análise custo-benefício dos analisadores de qualidade da energia disponíveis no mercado em função das funcionalidades oferecidas.

I. Introdução

Diante da aumento significativo da preocupação com os aspectos relacionados a Qualidade da Energia Elétrica (QEE), cada vez mais busca-se soluções de medição para o correto monitoramento dos indicadores da qualidade. Um marco importante que têm contribuido significativamente para o interesse nesta área foi a recente regulamentação dos Procedimentos de Distribuição no Setor Elétrico Nacional – PRODIST [1], o qual por meio de resolução normativa obriga concessionárias e demais orgão do setor a atenderem os requisitos estabelecidos.

Neste artigo é realizada uma análise no que diz respeito as aspectos que envolvem a medição dos parâmetros de tensão em regime contínuo contemplados no Módulo 8 do PRODIST, o qual estabelece que sejam monitorados os seguintes parâmetros: tensão em regime permanente, fator de potência, harmônicos de tensão, desequilíbrio de tensão, flutuação de tensão, variação de tensão de curta duração e variação de frequência. O objetivo é apresentar os aspectos que devem ser observados na medição de cada parâmetro indicando a norma no qual a medição se fundamenta, características técnicas, metodologia de medição e critérios de exatidão que devem ser observados.

No Módulo 5 do PRODIST [2], que regulamenta os Sistemas de Medição, são estabelecidas algumas características mínimas para sistemas de medição de QEE sendo que fica estabelecido que as medidas devem ser realizadas por meio de medidores eletrônicos de Classe B como requesito mínimo. Também é informado que quando houver a possibilidade de ter fluxo de energia nos dois sentidos no ponto de medição o medidor deve possuir a capacidade de medição nos quatro quadrantes. Além disso o Módulo 8 faz referência direta a algumas normas internacionais, como por exemplo a IEC 61000-4-15 [4] que estabelece critérios para medição de flutuações de tensão. Quando não indicada explicitamente a norma a ser utilizada, é informado que as medições deve atender o protocolo de medição e as normas técnicas vigentes, as quais são controlada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Este orgão é responsável pela normalização técnica no Brasil e é representante legal de entidades internacionais tais como a ISO (International Organization for Standardization) e IEC (International Electrotechnical Comission).

Com base nestas considerações as medições respeitam os procedimentos estabelecidos por normas internacionais quando não especificado o contrário, sendo que a norma reconhecida internacionalmente que mais abrange a medição dos parâmetros de QEE é a IEC 61000-4-30 [3], a qual será discutida na seção seguinte.

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