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Dica de Eficiência Energética
03/11/2011Continuando o artigo sobre o Prodist, por Tatiano Busatto.
III. Análise das funcionalidades e características de medição necessárias para atendimento ao Prodist.
Atualmente estão disponíveis mercado nacional medidores de QEE importados e de fabricação nacional os quais se diferênciam por várias características. Alguns permitem a medição de um único parâmetro ou mesmo podem medir todos os parâmetros definidos no Módulo 8 do PRODIST, estes usualmente chamado de analizadores da QEE. Muitos deles permitem medir também outros parâmetros não mencionados neste artigo como por exemplo: transientes, interferência telefônica, corrente de partida, inter-harmônonicos de tensão, harmônicos de corrente, dentre outros. Não só se limitando na medição, uma gama enorme de opções é oferecida em termos de indicação dos resultados, interfaces de comunicação, memória para registro dos dados e acessórios.
Tomando-se como base os requisitos previstos no PRODIST, o qual determina que todos os orgãos do setor de distribuição devem monitorar a QEE, pode-se estabelecer alguns pontos que devem ser levados em consideração no momento de adquirir um instrumento de medição. Primeiramente analisadores que atendem a IEC 61000-4-30 Classe A, com uma gama enorme de medições e funcionalidades não apresentam uma boa relação custo benefício em virtude do número de pontos a serem monitorados e em razão da exatidão requerida pelos PRODIST. Estes equipamentos em geral são de custo elevado em comparação com medidores Classe S ou B. Equipamentos Classe A são recomendados para testes de conformidade e pesquisas na área de QEE.
A questão que envolve a medição de vários parâmetros em um único ponto ou diferentes parâmetros em diferentes pontos também é importante, pois em muitas situações a relação custo-benefício é melhor quando há segregação dos equipamentos, quanto as medições. Isso porque com a segregação amplia-se a flexibilidade abrindo melhores oportunidades para a otimização do processo de medição. Neste caso faz-se necessário a adoção de um adequando sistema de transferências e registro dos dados medidos, os quais devem ser armazenados por até 5 anos para alguns parâmetros dispostos no PRODIST. Em relação a comunicação deve-se observar os protocolos necessários para integração com os sistemas existentes e quando possível relaciona-los com as disposições que as futuras resoluções da ANEEL regulamentarão para as Redes Inteligentes (Smart Grid). Aspectos como praticidade no manuseio, forma que os dados são apresentados, robustez, dentre outros também quando possível devem ser levados em consideração.
No próximo PowerNEWS, teremos a conclusão e os principais pontos abordados no artigo. Não perca!
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